CANCIONEIRA EP

um disco para ouvir até furar!

CapaWeb

 

João Roquer | nota biográfica

 

O EP Cancioneira veio ao mundo no início de 2016.  São quatro canções que anunciam as principais linhas poéticas do trabalho musical e literário de João Roquer.  A primeira, Cancioneira (que nomeia o EP), é uma canção para o músico, não como aquela que ele está tocando para o público, mas aquela que ele ouve internamente, reafirmando sua profissão de fé. A segunda, Oito Vezes Sertão, é uma canção que mantém uma intertextualidade com a literatura, especialmente com certos temas literários.  As oito vezes que a palavra sertão aparece culmina com a imagem final do Grande Sertão Veredas, o oito deitado, o símbolo do infinito (o lemniscata), “sertão escrito todo à mão”. A terceira, Migração, é um tipo de valsa do andarilho moderno, uma canção do sem rumo, do estranho em todas as terras.  E a quarta e última, o samba rock, “Já vou, Mané”, é um samba do malandro, inevitavelmente antigo e espantosamente atual. Nessas quatro canções é possível perceber o transitar de João Roquer por sua herança nordestina, por sua aproximação com mundo da chamada MPB e sua luta para buscar outras direções, uma estética própria.

 

Ver essa foto no Instagram

Tocando na #IlustraFeira valeu @coletivoNoz e @guigalimas

Uma publicação compartilhada por Joao Roquer (@joaoroquer) em

Depoimentos quase ficcionais

Estou com os meus conterrâneos, Carlos e  Rosa.  O João Roquer tem feito algumas façanhas em destacar o canto de nossos versos; deu a melodia que faltava para o meu Pastor Pianista.

Murilo Mendes

O João, xará, foi bem nessas musiquetas, principalmente a canção de Laudelino, da minha novela o recado do morro.

João Guimarães Rosa

Lutei com o bisavô desse músico pai d’égua. Tinha certeza que a família desse traste não dava cria que prestasse, mas

nasceu um, que menos presta, é verdade, mas tenho comigo que é bom cantador

Lampião, Virgulino

Dois conterrâneos musicaram sem eu saber o poema Sentimental.  Um deles foi o Belchior, que gostei de menos; o outro

foi o João Roquer, nada por melodia, mas o danado do João respeitou a prosa dos meus versos.

Carlos Drummond de Andrade

Contato